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Resenha: The Sandman: The Dream Hunters [graphic novel]

26 de outubro de 2012

Autor: P. Craig Russell (baseado na novela de Neil Gaiman)
Colorista: Lovern Kindzierski
Letrista: Todd Klein
Ano das publicações originais (4 volumes): 2009
Título no Brasil:
The Sandman: Os Caçadores de Sonhos
Editora: DC Comics (selo Vertigo)
ISBN 13: 9781401224288 ISBN 10: 1401224288
144 páginas

Avaliação:

Leitores e leitoras, me desculpem sinceramente pelo relativo abandono do meu blog. Ando meio desestimulada com a quantidade de comentários em relação às visitas (coisa que eu nunca pensei que fosse me desestimular!), mas, por hora, garanto que não está na minha cabeça a ideia de terminar com ele. Ele é importante pra mim mesma, sobretudo.

Para quebrar o gelo, trago a resenha de uma graphic novel que desejei desde o início do ano, e que chegou para mim nesta semana pelo Amazon em impressionantes 6 dias (parece que estão enviando os pacotes de lá por tapete mágico, quem quiser receber seus livros a jato, que compre por lá. Book Depository está mais lento do que nunca)!

Tinha plena consciência, desde ouvir falar da obra, que se tratava de uma adaptação, e não um original. Este é, no caso, uma novela homônima (em prosa, obviamente), de autoria de Neil Gaiman, publicada em 2000 e ilustrada por Yoshitaka Amano. Pois mesmo assim, não quis saber. Ia ler a graphic novel primeiro, já que tinha interesse em começar The Sandman mas não tinha condição de comprar no momento o primeiro volume das edições absolutas. Queria conhecer o personagem Morpheus, e uma GN independente da linha oficial da série me daria essa oportunidade.

Pois eu me arrependo de tudo, e vou explicar por quê.

Em The Dream Hunters, Gaiman usa sua prodigiosa imaginação para criar uma história à moda dos contos de fadas num Japão de tempos imemoriais no qual divindades, demônios, mestres feiticeiros e animais falantes capazes de antropomorfizar-se convivem. Quando uma raposa e um texugo fazem uma aposta para descobrir qual dos dois tiraria um jovem monge budista de seu pequeno tempo, fazendo dele sua própria morada, a primeira acaba presa ao seus sentimentos pelo rapaz, que a conhece como uma bela moça de olhos vulpinos. A partir daí, quando descobre que o monge está em envolvido em um plano de morte através de sonhos, fará de tudo para que sua vida seja poupada.

A minha humilde reprovação não tem nada a ver com o plot (como nunca deve ter), que é muito atraente, mas sim com a forma como Craig Russell o concebeu em seus quadrinhos. Não conheço outros trabalhos do artista (sei que ele já trabalhou com Gaiman em Sandman #50, e em Batman), mas seu estilo em The Dream Hunters definitivamente não me agradou. Achei os traços simplistas e imprecisos de uma maneira negativa. Os bons momentos se concentram nos closes nos rostos de personagens e em certas paisagens, mas isso é raro. Toda a grandiosidade que poderia ser captada, imagino, pelos temas e cenários da novela, foi desperdiçada.

Para completar, tem algo sobre a cor que vocês provavelmente não vão conseguir enxergar aqui, mas que me irritou bastante desde a hora em que pus os olhos nas páginas reais: uma textura de “areia fina” em quase todas as sequências, daquelas que conseguimos aplicar nos programas de edição de imagem com muita facilidade. Isso me fez encarar a arte como massificada e deselegante, e só descobri no posfácio do artista o que exatamente era aquilo: os efeitos, segundo ele, foram aplicados com o intuito de imitar gravuras tradicionais japonesas. Não funcionou comigo.

É impossível não se emocionar com a história, os personagens, as sequências narrativas tão bem estruturadas por Gaiman para nos dar a impressão de estamos lendo um conto milenar. A arte gráfica, entretanto, não esteve à altura da história. Deixo com vocês um rascunho sensacional de Morpheus de autoria da artista Yuko Shimuzu, autora da capa do primeiro número da mini-série, contido em um dos posfácios da edição. Até a próxima!

Comprar: Amazon

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Correio: The Fairy Tales of the Brothers Grimm chegou!

11 de outubro de 2012

Aqui venho eu com mais um post de correio (até que apareci rápido dessa vez depois da última resenha, hein?), e talvez esse seja o mais desulmbrado até agora! Anteontem recebi meu tão esperado The Fairy Tales of the Brothers Grimm (podendo-se traduzir como Os Contos de Fada dos Irmãos Grimm), da editora Taschen. E, apesar de já conhecer o volume, fiquei encantada ao abrir o pacote! Vejam que coisa mais linda:

Como já disse, eu conhecia o livro antes de tê-lo pedido pelo Amazon.com (resolvi optar pelo Amazon dessa vez porque queria receber meu livro logo, e nisso o site americano é bom demais, apesar de ele também estar disponível pelo The Book Depository num ótimo preço). Estava passeando na livraria Saraiva com meu namorado quando o vi em destaque (tem como não estar?) na prateleira de livros importados, e simplesmente foi paixão à primeira vista. Olhei o preço e o deixei lá, mas ele não saiu da minha cabeça, rs!

O livro é oversized, mas já percebi que isso não vai ser problema na hora de lê-lo, basta sentar-se e apoiá-lo a uma almofada ou travesseiro completamente aberto. A capa é em tecido com aplicações douradas (que não saem ao contato dos dedos, o que é importante!), com detalhe para a Bela Adormecida em forma de adesivo. O papel é um laminado espesso que vai durar séculos. Existem duas fitinhas marcadoras, como vocês podem ver, o ruim é que elas já deixaram marcas nas páginas onde estavam.

The Fairy Tales of the Brothers Grimm é uma coletânea editada por Noel Daniel, contendo 27 contos. Um dos objetivos da edição foi ilustrar variada e ricamente cada um deles, escolhendo artistas renomados para representá-los:

Pois bem, sem dúvida, esse é o livro mais lindo da minha estante atualmente. Espero enriquecer meus conhecimentos e aumentar minha paixão em relação a essa literatura que tanto me instiga com a sucinta, mas pertinente introdução do editor, e com a leitura dos contos, claro. Aguardem resenha e até a próxima. ;]

Resenha: The Fellowship of the Ring (A Sociedade do Anel) [parte de romance]

5 de outubro de 2012

Autor: J.R.R. Tolkien
Ano da publicação original: 1954
Ilustrações: do autor
Título no Brasil: A Sociedade do Anel
Editora: HarperCollins
ISBN 13: 9780007203543 ISBN 10: 0007203543
432 páginas

Avaliação: 

Atenção: Está é outra resenha que considero longa no blog. Foi impossível, novamente, falar de um Tolkien em poucas linhas.

Depois de um tempão sem dar as caras aqui pelo blog, venho trazer (finalmente!) minha resenha de The Fellowship of the Ring. Minha leitura, começando pelas notas da edição e passando pelo prólogo, durou exatamente dois meses (comecei dia 3 de agosto e terminei anteontem).

A primeira observação a se fazer talvez não seja a mais relevante, mas ainda assim válida para quem chama O Senhor dos Anéis de trilogia. Já tinha ouvido falar dessa classificação errada, mas só abracei a ideia ao consultar uma fonte tão confiável quanto a nota ao texto dessa edição.

Assim, o correto é dizer que O Senhor dos Anéis é um romance composto por três partes. Cada uma dessas três partes (que seriam os três “romances” da tal “trilogia” inventada por aí) estão dividas em dois livros, somando seis. Mas por questões práticas, às vezes a publicação é em três volumes. Pode parecer fútil, mas é bacana saber de que forma o autor planejou e concebeu sua obra.

Como quase todas as pessoas que entraram em contato com a obra de Tolkien nos anos 2000, infelizmente minha primeira experiência com o título O Senhor dos Anéis foi no cinema. Digo infelizmente porque senti que isso interferiu demais na minha experiência de leitura. Se lia Gandalf, pensava em Ian McKellen. Se lia Frodo, pensava em Elijah Wood, e por aí vai, tirando as paisagens. Enfim, pra mim, é muito mais interessante uma leitura sem “amarras” tão delineadas como as de um filme previamente assitido (eu e meus pensamentos semióticos, mas prossigamos).

Como alguns fãs de literatura fantástica já devem saber, O Senhor dos Anéis continua o plot de O Hobbit centrando-se numa figura a que não foi dada muita importância neste último: o Anel Mágico encontrado por Bilbo Bolseiro numa caverna, à época, sob a guarda da criatura Gollum. N’O Hobbit, Bilbo não sabe quase nada sobre a joia, a não ser que ela o faz invisível quando usada, fato que o livrou do próprio Gollum. Agora, tendo o Um Anel e muitos de seus pertences passados de Bilbo a seu sobrinho adotivo Frodo Bolseiro, cabe ao pobre hobbit destruí-lo antes mesmo que entenda qual seu real poder e antes que Sauron, O Senhor do Escuro que também  dá nome à obra, resgate-o e detenha poder sobre toda a Terra-Média.

Em The Fellowship of the Ring, acompanhamos Frodo (que forma a Sociedade junto com o mago Gandalf; os hobbits Sam, Merry e Pippin; o ranger Strider, o elfo Legolas e o anão Gimli) da porta de sua residência no Condado até as cataratas de Rauros no rio Anduin.

Mas se o plot é continuado, o tom da narrativa certamente não. E isso fica cada vez mais evidente ao nos afastarmos do capítulo inicial, que nos conta sobre a partida de Bilbo do Condado, precedida de uma grande festa de despedida. Em O Senhor dos Anéis, não podemos mais nos sentir aos pés da poltrona de Tolkien, e ele certamente não se dirigirá mais a nós, leitores.

O tom solene do narrador será entremeado por falas igualmente solenes e emblemáticas, e por versos que, embora cantados pelos personagens, soam como meros poemas, já que não temos acesso (que infelicidade!) às melodias correspondentes (esse, inclusive, é um fato que foi ignorado por Peter Jackson: no romance, quase todos entoam canções, nos filmes, ninguém!). Aviso sério: quem não gostar de poesia vai pular tudo e deixar de apreciar pelo menos 1/3 do livro.

Os outros dois terços ficam por conta das descrições da paisagem, que além de poéticas funcionam como uma bússola mágica a nossos pés: o narrador está sempre citando os pontos cardeais para nos situar em meio a tudo; e por conta da ação, claro. É uma viagem, realmente. Uma das descrições mais belas e impressivas é a da terra élfica de Lothlórien segundo a visão de Frodo, onde reside Galadriel e onde o tempo é alheio ao mundo exterior (tradução de Lenita Maria Rimoli Esteves adoro como ela usa a palavra saudade, tão nossa!):

He saw no colour but those he knew, gold and white and blue and green, but they were fresh and poignant, as if he had at that moment first perceived them and made for them names new and wonderful. In winter here no heart could mourn for summer or for spring. No blemish or sickness or deformity could be seen in anything that grew upon the earth. On the land of Lórien, there was no stain. (pp. 350-351)

Frodo não viu cores diferentes das que conhecia, dourado e branco e azul e verde, mas eram novas e pungentes, como se naquele mesmo momento as tivesse percebido pela primeira vez, dando-lhes nomes novos e maravilhosos. Naquela região, no inverno, ninguém podia sentir saudade do verão ou da primavera. Não se podia ver qualquer defeito ou doença ou deformidade em cada uma das coisas que cresciam sobre a terra. Não havia manchas na terra de Lórien.

Em resumo: além de ser uma história envolvente, O Senhor dos Anéis é uma obra muito rica e cheia de profundidade. O encantamento de Tolkien pelas linguagens, aliado a seus estudos incansáveis na área de Letras (sim, ele era filólogo, inclusive, sintam meu imenso Letras pride!), resultou na construção de um vasto arcabouço de línguas fictícias que se mostram na saga, o que nós dá a impressão de uma imensa profundidade histórico-cultural enquanto acompanhamos os passos dos personagens em suas aventuras. É, realmente, o clássico da literatura de fantasia moderna.

P.S.1: Não vou entrar aqui em detalhes sobre certos desconfortos que me tomaram enquanto tentava perceber as inclinações ideológicas de Tolkien a partir da minha leitura. Talvez isso seja assunto para um outro post. Vocês imaginam quais sejam essas inquietações? Tiveram alguma? Me respondam nos comentários.
P.S.: No futuro, quem sabe, eu faça um post de comparação analisando tempo, personagens, falas, cenários, etc. na narrativa e nas versões cinematográficas de Jackson. Por enquanto, prosseguirei na leitura de As Duas Torres. ;]

Comprar: Esgotado no Book Depository! ;/

Resenha: Edward Scissorhands (McFarlane, 2000) [action figure]

7 de setembro de 2012

Avaliação:

Oi, querid@s! Hoje venho trazendo pra vocês a avaliação de um dos meus maiores sonhos de consumo do ano: a action figure de 7″ do Edward Scissorhands (Edward Mãos-de-Tesoura), de 2000, da McFarlane. Há tempos tento comprá-la pelo Amazon americano, mas sempre descubro que nenhuma loja o entrega no Brasil.

Quem viveu na frente da TV nos anos 90 dificilmente não vai se lembrar do protagonista assustador (à primeira vista, só!), doce e talentoso de Tim Burton que ganhou uma cadeira de honra na Sessão da Tarde. Edward (Johnny Depp) foi a criação mais bela e completa de um inventor (Vincent Price) que vivia numa mansão gótica no alto de uma colina, e que morreu sem ter tempo de lhe implantar mãos humanoides. Condenado a viver para sempre com lâminas em lugar de dedos, ele é levado por uma bondosa vendedora da Avon (Dianne Wiest) para viver num subúrbio americano. Em meio ao encantamento, à curiosidade e à crueldade das pessoas, ele acaba se apaixonando pela jovem Kim (Winona Ryder).

O que o filme e o personagem representam pra mim (não é muito pouco, acreditem), deixo para outra oportunidade. Estamos aqui para falar da action figure lançada em 2000 pela McFarlane, em sua terceira série dos Movie Maniacs, em que personagens cinematográficos de horror ou góticos ganhavam forma.

Quando um colega que estava morando no estado de Washington se ofereceu para receber alguma compra minha, tive certeza do que queria! Meu Edward veio de uma loja de colecionáveis em Aurora, no Colorado. É uma peça rara cuja fabricação foi descontinuada. Paguei um preço excelente e nenhum imposto, mas já a vi sendo vendida aqui no Brasil por cerca de R$400,00.

Já que comecei por essa foto, vamos logo tratar dos extras da figura, que no caso é apenas esse míni-pôster com moldura que vocês veem. Sinceramente? Decepcionada. A moldura é muito bacana, com as caveirinhas e tal, mas o pôster é apenas um papel mal colado pela parte de trás. Não esperava um vidro, claro, mas podiam ao menos ter colocado uma chapa plástica para servir como proteção. É desajeitada, a coisa. Ainda estou pensando se ela merece posar ao lado da figura ou não. Mas vamos a ela!

De todas as figuras do personagem Mãos de Tesoura lançadas, somente duas, a meu ver, merecem respeito. E essas duas são da americana McFarlane. Uma delas possui 18″ e é articulada eletronicamente. E a outra é esta aqui, de 7″, com 11 pontos de articulação manual (acreditem, são poucos, já que quase todas as lâminas dos dedos têm mobilidade).

E ela é sensacional, extremamente detalhada (se pensarmos no figurino do personagem…!) e fiel à fisionomia de Johnny Depp emprestada à doce criatura de Tim Burton. Mesmo de longe, e mesmo em se tratando de uma figura pequena, percebemos de imediato que os traços fundamentais de Edward estão lá. É assim que deve ser uma figura bem executada. Se não pode pagar os direitos, não faça. Não faz sentido! Entendeu, Hot Toys?!

Bom, então vamos lá aos possíveis pontos negativos da figura. Nas resenhas pela rede afora, percebi algumas reclamações quanto à aplicação da tinta no rosto da miniatura. Já imagino o que pode ter desagradado: o aspecto sujo, manchado, falhado da aplicação. É, numa primeira olhada ao vivo, isso também me incomodou. Mas depois percebi que estava interpretando o fato de forma errada: a aplicação foi, sim, proposital, para dar aquele aspecto arroxeado à pele de Edward. E funciona muito bem. O rosto de Edward não tem a saúde de um pêssego maduro. Ele deve parecer doentio. Ponto para McFarlane!

Segundo ponto negativo também muito comentado pelos fãs, o cabelo. Exageraram um pouco no penteado. O pior são essas mechas caindo frente ao rosto da figura: se a olharmos de frente, não veremos seus olhos, porque ficam escondidos! Por isso estou posando minha figura sempre de lado, para que possam apreciar a fisionomia dela.

O terceiro e último ponto negativo é incontestável: a extrema fragilidade da figura. Pouco tempo depois de tirá-la da embalagem, descobri que havia quebrado os cabos das tesouras do lado direito, não me perguntem como! Foi preciso que meu namorado montasse uma verdadeira mesa cirúrgica para repará-los sem muito dano com cola e um pouco de tinta (amor é isso, se prontificar a “operar” os bonecos da namorada; obrigada, Destino). Enfim: dá medo de articular qualquer coisa que seja nele, sejam as lâminas, o pescoço ou os braços, porque temos a sensação de que mais alguma parte pode se romper. Na verdade, nem sei por quantos anos minha peça passou dentro da embalagem, e isso me preocupa mais ainda.

Nas botas, temos duas partes que merecem cuidado redobrado: a alça [?] (bota esquerda) e a agulha (bota direita). Parecem de papel, de tão delicados. Mas, será que isso poderia ser evitado? Penso que não. Foi uma execução primorosa, nosso cuidado também deve ser. Todo mundo sabe, ou deve saber, que figuras de ação são itens de colecionador, não brinquedos.

Espero que tenham gostado da segunda resenha de action figures do blog. Talvez demore bastante até ter outra, já que meu maior desejo até agora foi realizado com essa aqui.

Até o próximo post!

Correio: The Two Towers, The Princess Bride e The Neverending Story chegaram!

4 de setembro de 2012

Ufa! Ontem aconteceu um fato inédito em minha vida de compradora de livros pela rede, leitores e leitoras. Recebi três livros de uma só vez (todos de fantasia!), amarrados com barbante de nylon e tudo. Imaginem só a minha alegria…! Vou mostrá-los a vocês, um por um. Vamo lá?

Vamos então começar pelo maior: The Two Towers (As Duas Torres), segunda parte do romance The Lord of the Rings (O Senhor dos Anéis), de J.R.R. Tolkien, pela inglesa HarperCollins:

Quem acompanha o blog sabe que escolhi comprar o romance em três volumes (acho mais prático de ler e mais bonito de exibir) e que minha edição escolhida foi a do cinquentenário, da HarperCollins. Volto a dizer que não me arrependo, como na compra do primeiro volume. Trabalho bonito e sério, o da Harper, em colaboração com Christopher Tolkien. Agora pretendo ter também outras obras nessas edições com arte da sobrecapa assinada pelo próprio autor, como The Silmarillion e Unfinished Tales. Mas antes, vamos adquirir The Return of the King, o último volume do romance,  claro! ;]

Também recebi o belíssimo The Princess Bride (A Princesa Prometida), de William Goldman, pela Bloomsbury:

É impressionante a qualidade dessa edição! O papel da capa é meio laminado, dando resistência e um efeito fosco, e as partes em preto têm um leve relevo brilhante. Ela chegou um pouquinho danificada na parte de cima da lombada, mas nada muito perceptível, ainda bem! É um volume muito bonito, apesar de as folhas serem em papel-jornal. Estou ansiosa pela leitura de The Princess Bride. Nunca entrei em contato com versões cinematográficas e espero uma leitura rápida e envolvente.

Por último, temos o mais que adorável The Neverending Story (A História sem Fim), de Michael Ende, pela Firebird Fantasy (selo da editora Penguin):

Acho essa pintura da capa belíssima! Não compraria com  a capa mais moderna, por achar que nenhuma chega aos pés dessa aqui. Essa edição foi super baratinha, algo em torno de $7, e é super frágil, daquelas de bolso, muito leves, que a gente precisa tomar todo o cuidado para não estragar. Mesmo assim, adorei.

Meu desejo de ler The Neverending Story só aumenta depois que descobri que o filme que tanto amava (será que amaria hoje?!) na infância tinha sido originado de um romance de fantasia do alemão Michael Ende. Comprei a versão em inglês por vários motivos, mas talvez o principal tenha sido o de achar que A História sem Fim estava ainda esgotado no Brasil. Mas já foi reeditado, em capa dura, inclusive, pela Martins Fontes.

Bom, por enquanto é isso…! Para @s que estão sentindo falta de uma resenha, ela chegará em breve, prometo! E estou fazendo planos de lançar também vídeos, o que acham de ver minha cara feia? Aguardem se quiserem ver. Deixo vocês com a foto de minhas novas aquisições na prateleira. Abraço!

Correio: Dracula chegou!

20 de agosto de 2012

Queridos e queridas, é com muito orgulho que lhes apresento o mais novo (como se já houvesse muitos, hein?!) clássico de luxo da minha coleção: Dracula, em hardback, pela editora inglesa Four Corners Books, numa quase réplica da primeira edição, de 1897:

A Four Corner Books é famosa por concentrar-se em poucos títulos de clássicos por vez, dando a suas edições um ar artístico que impressiona. Em Dracula, destaca-se a proximidade desta edição com a primeira, do século XIX, além da capa dura revestida por tecido e das arestas superiores das páginas em vermelho.

Essa edição me deixou encantada, como não podia deixar de ser. Na minha opinião, é a edição mais bonita de Dracula no mercado atualmente. Embora o papel das folhas seja branco (algo que nunca me agrada), quase todo o resto, inclusive as ilustrações em preto e branco de James Pyman (o nome dele figura na lombada, junto com o de Stoker!) garantem nota máxima.

O livro faz parte da coleção Four Corners Familiars, em que cada artista gráfico escolhe um clássico para ser ilustrado e lançado segundo as concepções do designer John Morgan. Confira outros belos títulos aqui, no site oficial da editora.

Não esperem outra coisa senão elogios na resenha da obra!

Clique aqui para saber mais sobre quem faz essa editora tão especial (em inglês). ;]

Correio: The Fellowship of the Ring chegou!

9 de agosto de 2012

Olá, pessoas! Deveria ter vindo aqui mostrar essa novidade no sábado, quando a recebi… cês me perdoam?

Estou mais do que feliz porque finalmente vi a cara da minha tão esperada edição hardback do quinquagésimo aniversário de The Fellowship of the Ring (no Brasil, A Sociedade do Anel), primeira parte d’O Senhor dos Anéis! Ela é tudo que eu esperava e mais um pouco, meus parabéns (precisa mesmo dar?) à HarperCollins.

Vista com a sobrecapa (que é bem mais frágil do que eu esperava! =~), o desenho clássico é do próprio Tolkien:

Já comecei a leitura e posso dizer a vocês que uma edição de alto nível importa, sim, ao contrário do que dizem muitos leitores mais descuidadinhos por aí. Sabe essa de coisa de “o importante é ler, compra o mais baratinho!”? Procurem não cair nessa, que não vale a pena. É o meu conselho e no meu blog só falo o que falaria para bons amigos. Podem me chamar de chata!

É emocionante conferir o quanto essa edição foi minuciosamente revisada, tendo certos erros recorrentes supervisionados pelo próprio Christopher Tolkien (filho de J.R.R. Tolkien e autor de vários livros sobre a obra do pai, para os que não sabem). Eu não me sentiria segura em ler uma obra desse nível numa edição sem cuidados menores. Vista da lombada sem a sobrecapa:

A encadernação é forte (embora mereça cuidados, lógico) e o papel das páginas é delicado e levemente colorido. Fiquei mais do que satisfeita com o resultado desse trabalho, não só pela beleza mas também pelo cuidado editorial, como já disse. Por isso, se alguém por acaso pedir uma recomendação a esta humilde blogueira sobre qual edição em três volumes, no original, merece confiança… direi que é essa!

Já encomendei meu The Two Towers e a meta é terminar pelo menos esses dois antes de ir aos cinemas conferir a primeira parte d’O Hobbit (minha resenha do romance está aqui). Até a próxima!